quinta-feira, 30 de maio de 2013

DIA INTERNACIONAL CONTRA O TABACO TEM QUE SER 365! TODOS OS DIAS!

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31/05 - DIA INTERNACIONAL CONTRA O TABACO
www.institutochicoanysio.org

Chico Anysio me disse várias vezes que, ao acordar, todos os dias desde criança, agradecia pelo simples fato de estar vivo, pois, desde cedo tinha consciência de que “A Morte era a única certeza da Vida”.

Pena que na sua adolescência ninguém conseguiu ajudá-lo a tomar consciência, de que, a morte apesar de inevitável pode ser menos cruel e dolorosa, uma vez que, tomemos controle sobre a nossa vida.

Chico nasceu e cresceu numa época de pouco esclarecimento científico. Ele foi de uma das gerações que mais sofreu com as transições tecnológicas, capazes de enlouquecer a qualquer pessoa e muitos, infelizmente se perderam pelo caminho.
Àquela geração, tentando encontrar um solo firme onde pudesse pisar e se construir, foi vítima da ganância e muita maldade, no caso do Chico, destaco a indústria do cigarro.

Ele começou a fumar aos 15 anos influenciado pelas estrelas de Hollyhood e pela pressão dos colegas, já que foi o último da sua turma a se tornar um fumante. Claro que, naquela época o cigarro não era tão maléfico, mas ao longo dos quarenta anos seguintes, ele se tornaria um dos maiores assassinos da humanidade e isso, graças ao poder dos aditivos químicos que foram sendo adicionados ao tabaco, sempre c o objetivo de causar maior dependência em seus usuários.

Os consumidores, no entanto, não tinham consciência de que a droga viria a se tornar uma das maiores causas de morte no futuro.

A indústria do cigarro, detentora de tecnologias de ponta, sempre foi conhecedora dos malefícios que o cigarro causava e em momento algum tomou qualquer precaução para evitar que o mundo vivesse a epidemia que vive atualmente.

Chico Anysio tomou conhecimento do estrago que o cigarro havia causado em seu corpo aos 53 anos, quando, após um infarto, seu enfisema pulmonar foi detectado.

Mesmo parando de fumar naquele momento, Chico já era portador de uma doença obstrutiva crônica que evoluiria com o passar dos anos e que comprometeria sua qualidade de vida.

Quando o conheci, aos 67 anos, ele havia parado de fumar há 14, mas já sofria muitas limitações causadas pela doença. Por ter estudado fisioterapia, eu tinha consciência do problema e sabia que juntos enfrentaríamos uma jornada difícil.

Eu nunca poderia imaginar, no entanto, o quanto o elo emocional que eu e Chico tínhamos tornava diferente a relação que eu tive com os outros portadores de enfisema da época da faculdade. Ver alguém a quem você ama sem conseguir respirar é uma dor inexplicável, uma experiência dolorosa e comovente.

O Instituto Chico Anysio nasceu num momento em que a morte nos rondava diariamente e víamos nela a dor de saber que tudo poderia ter sido diferente. Chico estava absolutamente consciente de tudo o que se passava, já que, sua memória estava perfeita. Ele continuava produtivo e vivia o auge da sua capacidade criativa enquanto o corpo morria lenta e dolorosamente.

“Eu viveria tudo novamente. A única coisa da qual me arrependo é ter fumado”. Ouvi isso dezenas, centenas de vezes e só pude secar as lágrimas que escorriam de seus cansados olhos quase azuis, lhe dar a mão e estar presente. Meu coração, no entanto, gritava de dor e de impotência diante de uma situação que poderia ter sido evitada.

O Chico era inteligente o bastante pra ter entendido que ele tinha a opção de viver uma vida “diferente da de sua turma”. Ele entenderia que poderia se tornar a maior estrela do humor brasileiro sem fazer uso do tabaco, mas infelizmente viveu num mundo de ignorância em relação a este vício.

Na adolescência, ele não teve a oportunidade de conhecer nenhuma campanha anti-tabagismo, nem de ter acesso às informações manipuladas pelos seus assassinos.

No dia 23 de março de 2012 o CIGARRO MATOU UM GÊNIO. Eu continuo aqui, VIVA... sigo lutando pra ter saúde física e mental e dando continuidade ao sonho de Chico Anysio para que, através de seu Instituto possamos “AJUDAR O MUNDO A RESPIRAR MELHOR”.

IMPORTANTE:
- O Cigarro Mata 50% dos seus usuários
- O tabagismo é a maior causa de mortes evitáveis no planeta.
- O Governo brasileiro gasta + de 20 bilhões de reais por ano para tratar de doentes portadores de DPOC (Doenças Bronco-pulmonares Obstrutivas Crônicas), com resultados pouco efetivos.
- A maior esperança de tratamento e cura é a pesquisa do Dr. João Tadeu Ribeiro Paes de Assis em SP e encontra-se paralisada por falta de investimento (aproximadamente 1 milhão de reais).
- O Dr. João Tadeu Ribeiro Paes com o apoio do Instituto Chico Anysio, conseguiu uma verba de 200 mil reais de uma emenda parlamentar através do CNPQ, mas o órgão não libera estes valores por motivos cada dia mais injustificáveis, enquanto isso... As pessoas estão morrendo...

SOCORRO precisamos de vocês. Ajudem a divulgar a nossa causa e colaborem com ela (Malga Di Paula)

domingo, 26 de maio de 2013

PAULA JOHNS, socióloga, é diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT)

PAULA JOHNS
TENDÊNCIAS/DEBATES
O que está por trás da inércia
Parece que o poder da indústria do tabaco é maior que os R$ 21 bilhões gastos anualmente para tratar as doenças causadas pelo fumo
A preocupação da indústria do tabaco em garantir um mercado capaz de repor os fumantes que interrompem o vício ou morrem aumenta conforme as medidas de controle do tabagismo avançam pelo mundo. Afinal, como garantir novos consumidores se a prevenção à iniciação for efetiva?
Nós, que acompanhamos o dia a dia do controle do tabagismo, infelizmente, deparamo-nos com a falta de vontade política de autoridades brasileiras de alto escalão em saúde. A questão do momento é a adição de sabores. Menta, cacau, baunilha e morango são usados para camuflar o gosto ruim e tornar o ato de fumar mais agradável, especialmente para quem experimenta o cigarro pela primeira vez.
Pesquisas mostram que a idade média de iniciação é de 15 anos e que 90% dos tabagistas começam a fumar antes dos 19.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trabalhou durante todo o ano de 2011 para discutir o uso dessas substâncias. Em março de 2012, depois de ouvir os envolvidos e ceder em alguns pontos, editou medida proibitiva aos aditivos, a entrar em vigor em 2013.
Claro que a indústria do tabaco apela como pode para reverter a situação, com ações judiciais país afora. Deputados da bancada do fumo chegam a questionar o poder da agência de regular esses produtos.
Está em trâmite na Câmara o projeto de decreto legislativo nº 3.034/2010, cujo objetivo declarado é suspender a resolução da Anvisa (RDC 14/2012). Um dos pareceres pela aprovação do projeto se vale de omissões e inverdades. Omite, por exemplo, que à agência compete, além de controlar e fiscalizar, regulamentar produtos nocivos à saúde. E é isso que confere a ela poder e legitimidade para editar a resolução.
A omissão até parece proposital, para levar a erro outros deputados. A RDC é medida cujo mérito não se questiona, já que não há quem discorde da necessidade de se inibir a iniciação ao tabagismo.
Em abril, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua manifestação pela constitucionalidade do poder de regulamentação da Anvisa. Esperamos que a posição da AGU seja forte o suficiente para convencer o Parlamento. No entanto, vemos que o governo não se coloca à frente da questão como deveria.
O governo australiano, por exemplo, comprou briga com a indústria ao proibir que os maços tenham marcas, cores e logotipos, evitando propaganda na embalagem. Na Inglaterra, os cigarros passarão a ser vendidos sem exposição dos maços, embaixo do balcão, como remédios controlados. A Escócia também proibiu a exibição de maços nos pontos de venda. O Uruguai e o Chile proibiram os fumódromos.
Há, ainda, falsa alegação circulando no Congresso de que a proibição dos aditivos inviabilizaria a produção de 99% dos cigarros fabricados no país e de que a medida prejudicaria os fumicultores.
Ora, a resolução da Anvisa permite os aditivos essenciais à fabricação e a adição de açúcares perdidos no processo de cura. O que está em jogo, de fato, é o poder da indústria de captar novos consumidores. Não podemos esquecer que 75% da população aprova a proibição de sabores e que o Congresso deveria representar a vontade do povo e não interesses comerciais.
No Brasil, parece que as autoridades têm medo de tomar decisões que contrariam a indústria do tabaco. Há mais de 15 meses, a presidente da República sancionou lei para tornar o país livre de fumo em ambientes fechados, mas até agora não houve qualquer regulamentação, apesar de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná terem experiência excelente na aplicação e fiscalização das leis locais antifumo.
Parece que o poder da indústria é maior que os R$ 21 bilhões gastos anualmente para tratar as inúmeras doenças causadas pelo consumo do tabaco. O que será que está por trás de tanta leniência?

sábado, 25 de maio de 2013

Vc ainda fuma? faça seu teste de dependência, veja como vencê-la!

INCA

http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=parar&link=oqueganha.htm

Custe o que Custar!

O Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente da República, Dilma Rousseff, surpreendeu ao enfatizar, em seu programa eleitoral, o fato de o País ter se tornado, nos últimos 10 anos, o maior exportador de tabaco do mundo. Esta, segundo a mensagem do filme, muito bem produzido, veiculado no horário nobre das redes de TV aberta, seria uma das grandes conquistas do atual governo brasileiro. O Brasil é signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que entrou em vigor em fevereiro de 2005. Mais que isso, desempenhou papel de destaque nas negociações do tratado, tanto que foi eleito para presidir o processo de elaboração do documento final e foi o segundo país a assiná-lo. É justamente nisso que reside a surpresa mencionada acima.
http://www.actbr.org.br/blog/index.php/2013/05/tabagismo-pt-brasil-e-retrocessos/




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AGORA É LEI! Propaganda de Cigarros no Ponto de Venda é Ilegal!



Vc pode apoiar, vc pode combater!

Participe da missão do Instituto Chico Anysio, ajude a salvar uma vida de um portador de Enfisema Pulmonar DPOC


O Brasil gasta todo ano aproximadamente 21 milhões de reais para o tratamento de mais de 5 milhões de portadores de doenças bronco-pulmonares. Uma pesquisa que pode encontrar a cura para estas doenças está paralisada por falta de recursos e 
os recursos necessários são mínimos comparados ao que se gasta por ano com tratamentos paliativos. O Instituto Chico Anysio quer ajudar a levantar o dinheiro necessário para dar continuidade a esta pesquisa.


EU,Celeste, sou uma dessas pessoas portadoras de Enfisema Pulmonar DPOC severo e peço a ajuda dos amigos para a Pesquisa e tratamento, é minha única Esperança!



O Instituto Chico Anysio apóia a Pesquisa de Terapia com Células-Tronco para Cura ou controle do Enfisema Pulmonar.
www.institutochicoanysio.org 




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Terapia Celular em Enfisema Pulmonar




Considerando os diversos fatores para a classificação de doenças pulmonares, as patologias que apresentam, concomitantemente, características crônicas e também caráter obstrutivo passaram a ser denominadas, de forma corrente, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Uma condição patológica caracterizada por limitação de troca gasosa, não reversível. Esta limitação de troca gasosa é usualmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas e gases nocivos.
O enfisema pulmonar, dentro do espectro da DPOC, apresenta como principal característica a obstrução do fluxo aéreo, resultante da destruição das paredes alveolares e aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, sem fibrose pulmonar significativa.

A doença obstrutiva pulmonar apresenta uma alta prevalência e um elevado custo econômico e social. Projeta-se que será, em termos globais, a terceira causa de morte em 2020. Considerando-se que os tabagistas representam cerca de 24 % da população brasileira e que, do total de fumantes, 15 % irão desenvolver DPOC, pode-se estimar uma prevalência de 6 a 7 milhões de pessoas acometidas por doença pulmonar obstrutiva no Brasil.
Apesar da inegável contribuição para o prolongamento e melhora na qualidade de vida dos portadores de enfisema, resultantes da introdução de novas abordagens terapêuticas, não se logrou até o presente uma forma de tratamento clínico eficaz, que não seja apenas paliativa. As alternativas de tratamento cirúrgico, por sua vez, apresentam uma série de limitações vinculadas à escassez de doadores, complexidade e exeqüibilidade dos procedimentos cirúrgicos.
Considerando os aspectos epidemiológicos, como a alta prevalência, morbidade e mortalidade, bem como o impacto social e familiar provocados por essa condição patológica, há uma intensa pesquisa visando novas alternativas de tratamento. Neste contexto, vários modelos experimentais têm sido propostos, objetivando o avanço no conhecimento sobre os processos fisiopatológicos e novas opções terapêuticas em DPOC. A terapia celular com célula-tronco (CT) mesenquimais ou “pool’ de células mononucleares da medula óssea (BMMC) poderá, neste contexto, contemplar novas e, talvez, mais eficazes formas de tratamento nas doenças crônicas pulmonares de caráter obstrutivo.
No conjunto geral da literatura há vários relatos tendo o pulmão como objeto de estudo da terapia celular em modelo animais e relatos consistentes que evidenciam a presença de CT marcadas nos pulmões de animais ou pacientes submetidos ao transplante de medula óssea. Em pacientes humanos que receberam, por diferentes motivos, transplante alogênico de medula óssea, foi verificado, como nos modelos de estudo animais, a migração e quimerismo celular nos pacientes receptores.
Há, como se apreende da literatura, um conjunto consistente de resultados gerados por vários laboratórios, incluindo-se aqueles obtidos por nosso grupo de pesquisa, que fornecem o embasamento experimental e justificam o emprego da terapia celular em pacientes humanos com DPOC. Os trabalhos e resultados prévios evidenciando a possibilidade de migração de células-tronco e/ou “pool” de células mononucleares para o pulmão, em diferentes situações experimentais, serviram, portanto, como referencial teórico para fundamentar a idéia original do emprego de células-tronco para regeneração do tecido pulmonar em modelos animais.
Em nosso laboratório de Genética e Terapia Celular (GenTe Cel) da UNESP (Campus de Assis, SP) foram então implementados vários projetos de pesquisa com modelos animais para indução de enfisema em camundongos (fêmeas) por instilação nasal de elastase (extraída de porcos) ou papaína (extraida do mmão) e posterior inoculação de “pool” de células mononucleares da medula óssea (BMMC).
Para rastreamento das células empregam-se como doadores camundongos machos transgênicos (com “back-ground” genético da linhagem C57BL/6) que expressam a proteína fluorescente verde (GFP) e foram gentilmente cedidos pelo Dr. Masaru Okabe (Osaka University, Japão). As células com a proteína GFP apresentam cor verde, quando estimuladas com luz ultra-violeta, o que permite rastrear a migração das células no corpo do animal receptor. Os resultados obtidos mostraram diferença estatística na regeneração do parênquima pulmonar nos animais com enfisema e tratados com “pool” de BMMC.
Embasados nestes e em outros dados obtidos dentro e fora do GenTe Cel, a equipe realizou um estudo em quatro pacientes humanos para avaliar a segurança do procedimento. Este estudo baseou-se na infusão intravenosa de células mononucleares isoladas do aspirado medular do próprio paciente acometido por enfisema pulmonar. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP em 2009 (reg. 14764, 233/2009) e registrado no Clinical Trials – NIH – USA (NTC01110252). Os pacientes foram submetidos a testes cardíacos e de função pulmonar antes e após a infusão. Apesar da importante melhora clínica apresentada pelos pacientes submetidos ao procedimento, devido ao pequeno número de pacientes tratados, conclusões quanto à eficácia do procedimento ainda não puderam ser alcançadas. Os resultados permitem concluir que se trata de um procedimento seguro (Ribeiro-Paes et al., 2011). A partir destes resultados, um novo protocolo foi submetido à CONEP, em 28 de abril de 2011 – Registro BONEP 16 464. Foi solicitado á CONEP a realização com procedimento em 40 pacientes. Segundo o primeiro parecer (Parecer inicial 534 /2011) a CONEP liberou, para a primeira fase do projeto, o procedimento para 20 pacientes. No primeiro parecer , foram feitos vários questionamentos sobre aspectos técnicos e éticos do projeto. Todos esses questionamentos foram devidamente respondidos e/ ou adequados ás normas da Comissão. A CONEP no entanto, em novo parecer (Parecer 112 / 2012) condicionou a execução do protocolo á garantia de disponibilidade documentada de verba, salientando que…”..os possíveis Patrocinadores ainda não foram determinados…”. Este é, atualmente, o grande entrave ao início do projeto. Quanto à destinação de verba para início do tratamento experimental dos pacientes, o que se dispõe de concreto, até o momento, é a apresentação duas emendas parlamentares, de autoria do Deputado Federal Alberto Filho (PMDB/MA), destinando R$ 200 mil Reais e do Deputado Federal Salvador Zimbaldi (PDT / SP), destinado também R$ 200 mil Reais. Com este total de R$ 400 mil Reais seria possível executar a primeira fase do projeto com 20 pacientes. A emenda , no entanto, necessita de aprovação pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, para onde serão encaminhados os projetos relativos às emendas parlamentares dos Deputados Alberto filho e Salvador Zimbaldi.
Estas e outras avaliações em pacientes humanos, assim como análises em modelo animal, estão em andamento no GenTe Cel (UNESP). Trata-se de estudos pioneiros e que trazem à tona novos desafios e possibilidades para um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos no enfisema e na atuação das células-tronco no tecido lesado pulmonar lesado.
Embora diversas evidências clínicas sejam favoráveis à terapia celular com células-tronco adultas para doenças pulmonares, sua aplicação na prática clínica como nova abordagem terapêutica ainda deve superar obstáculos, principalmente relacionados à eficácia do procedimento. Há, ainda, uma serie de questões relativas relacionadas à otimização do processo, como a seleção e mínima manipulação das células, escolha da melhor via de aplicação e o número adequado de células infundidas. Desta forma, para que o conhecimento sobre a terapia celular em doenças pulmonares avance de forma consistente, permitindo sua aplicação segura e eficiente. Grandes estudos multicêntricos randomizados sobre segurança e eficácia se fazem necessários. Da mesma forma, é importante que, paralelamente, novos estudos sejam realizados objetivando a ampliação do conhecimento sobre a etiopatogenia (as causas) da DPOC, bem como sobre a biologia das células-tronco de diferentes tecidos e as possíveis células-tronco residentes no pulmão, a fim de que a convergência de todos esses novos conhecimentos permitam avanços significativos na terapia da DPOC.
Há um longo caminho a ser trilhado. Há, como referido, uma série de possibilidades a serem testadas: qual a melhor via de inoculação do “pool” de BMMC? A terapia celular com BMMC deverá seguir um padrão de inoculação única ou tratamento crônico, com repetidas inoculações? Nesse emaranhado de testes e proposições deve-se destacar a primazia de nosso trabalho no contexto nacional e internacional. Trata-se do primeiro tratamento de pacientes com enfisema pulmonar no Brasil e no mundo com “pool” de células-tronco da medula óssea. Nessa longa caminhada permeada de questionamentos, mas de muito entusiasmo, o primeiro passo (aquele que dizem ser o mais importante) foi dado e estamos certos que com apoio do nascituro Instituto Chico Anysio poderemos caminhar com maior eficiência, rapidez e segurança.

João Tadeu Ribeiro Paes
Médico e Doutor em Genética – pela Faculdade de Medicina – USP (Ribeirão Preto / SP)
Coordenador do Laboratório de Genética e Terapia Celular – GenTe Cel – UNESP – Campus de Assis – SP



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Conseguiu parar de fumar? Conte a todos!

Distribua a luz e benção com quem ainda precisa de força para parar de fumar, poste aqui seu depoimento:

http://www.institutochicoanysio.org/wordpress/?page_id=54

O TABAGISMO SEM MÁSCARAS




TABAGISMO


O tabagismo é a maior causa evitável de doença e morte no planeta. Mata mais que acidentes de transito, AIDS, homicídios, suicídios e incêndios_ juntos. É o único produto legal que mata metade de seus consumidores se for usado exatamente como indica seu fabricante.

Está ligado aos cânceres de pulmão, laringe, faringe, traquéia, esôfago, bexiga e mama. Leva a envelhecimento precoce, enfisema, bronquite crônica, trombose, infarto do miocárdio, gangrena, osteoporose. Em grávidas, leva a descolamento prematuro de placenta, morte fetal, nascimento de bebes de baixo peso, de baixo QI, com predisposição a diversas doenças. Filhos de fumantes têm maior probabilidade de desenvolvimento de infecções respiratórias e asma. Fumar faz tanto mal que chega a ser difícil acreditar.

Ainda assim, mais de um bilhão de indivíduos ainda fumam no mundo. A cada ano, aproximadamente 6 milhões de pessoas morrem por causa do tabagismo, e se não forem adotadas medidas urgentes, ele poderá matar ao longo do século XXI até um bilhão de pessoas.

A Organização Mundial de Saúde preconiza um pacote de 6 medidas para controlar essa epidemia de grandes proporções:

1) Monitorar o uso de cigarros
2) Proteger as pessoas da fumaça do tabaco (criando cada vez mais ambientes livres de fumo)
3) Oferecer tratamento gratuito
4) Colocar advertências impactantes nos maços de cigarro
5) Proibir a propaganda de cigarros
6) Aumentar os impostos

A política de controle do tabagismo no Brasil é uma das melhores do mundo. Tornou-se recentemente o maior país livre de fumo. A partir de maio, impostos e preços dos cigarros aumentarão progressivamente. Estamos rumando a uma proibição da propaganda em todas as esferas, e as advertências aparentes nos maços de cigarro são bastante impactantes. No entanto, meninos e meninas compram livremente maços de cigarro, o que faz com que a iniciação no fumo continue grande; e menos de 2% dos fumantes consegue receber tratamento gratuito. Esses são os dois calcanhares de Aquiles da nossa política e, se nada for feito, muitas outras milhões de mortes não poderão ser evitadas.

Analice Gigliotti é medica psiquiatra, pós graduada pela UFRJ, mestre em medicina pela UNIFESP, ex-presidente e consultora da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, Vice-Presidente da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, coordenadora do Programa de Educação Continuada da Associação Brasileira de Psiquiatria, Chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa do Rio de Janeiro, membro do Comitê Global da Society for Research on Nicotine and Tobacco, e membro da International Society of Addiction Medicine.



Fonte: Instituto Chico Anysio
www.institutochicoanysio.org 


sábado, 18 de agosto de 2012

Seretide

Mais um presentinho da DPOC, novo medicamento que o médico receitou, mais potente! 120 reais!!!! É só isso que o cigarro provoca ou provocará em breve em sua vida! Pode acreditar!

Após tenebroso teste de função pulmonar realizado semana passada, fui obrigada a começar a fazer uso desse medicamento, cheio de efeitos colateriais indesejáveis,  junto com o Spiriva, para ver se o meu pulmão reage! Como são caros, meu Deus! Me arrependo todos os dias de ter fumado um dia, repudio o cigarro comm todas as minhas forças!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Combate do Tabaco - INSTITUTO CHICO ANYSIO


E O SONHO ESTÁ SE REALIZANDO!







Malga Di Paula,  representando o Instituto Chico Anysio na visita ao Ministro Alexandre Padilha durante o V Seminário Alianças Estratégicas para o Controle do Tabagismo organizado pela ACTbr em Brasília. O Ministro enfatizou o comprometimento do governo brasileiro com o controle do tabaco. Estamos de Olho...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pulmão Podre



O QUE MAIS PRECISO DIZER A VCS, MEUS AMIGOS FUMANTES?
ESTÃO HORRORIZADOS? EU TB!!!!!!!!!!!! SERÁ QUE O MEU AINDA ESTÁ ASSIM OU JÁ DEIXOU DE PIORAR 1 TIQUINHO, PELO MENOS?

domingo, 17 de junho de 2012

Reforço na Corrente contra o Tabagismo e Apoio às suas vítimas.

Vem aí um Instituto que irá apoiar verdadeiramente os pacientes de Enfisema Pulmonar, DPOC, causado pelo cigarro, assim como apoiará os que desejarem largar o vício, trabalho feito por quem sentiu na carne e na carne de amados familiares, este será o grande diferencial! Aguardem, breve.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Assim como o aborto, condenem o fumo para as grávidas tb!



Segundo pesquisadores, grávidas não fumantes que têm contato com a fumaça do cigarro correm risco 23% maior de que o bebê nasça morto. A probabilidade de malformação do feto é 13% maior.
Na pesquisa, nenhuma das mulheres havia fumado durante a gravidez, mas tinham respirado a fumaça do cigarro dos companheiros ou familiares. Os resultados foram divulgados na publicação Pediatrics. Segundo os dados da revisão, o pai do bebê era a primeira fonte de fumaça para a mãe na maioria dos estudos. A pesquisa conclui que é importante prevenir a exposição ao fumo passivo nas mulheres antes e durante a gravidez.


sábado, 24 de março de 2012

A Luta tem que ser diária!



Além de estimular a redução do fumo em locais coletivos fechados, a lei protege o fumante, que deixa de ser fumante passivo.
Segundo dados da OMS, a legislação de ambientes livres de fumaça pode ser a motivação que faltava para quem quer parar de fumar. Fumantes diários, diz o estudo, fumam 30% mais se for permitido fazê-lo no ambiente de trabalho


VAMOS PARAR DE FUMAR AMANHÃ??

Grata do Portal R7 que não tem frescura e disponibiliza todo seu conteúdo para cópia e compartilhamento.

Siga algumas dicas para parar de fumar
Marque uma data
O melhor é parar completamente, de uma vez só, na data escolhida. Parar aos poucos e não cumprir as metas estabelecidas pode fazer com que a pessoa fique ansiosa e passe justamente a fumar mais. Se a opção for a parada gradual, o ideal é reduzir o número de cigarros por dia, fumando menos a cada 24h, mas com um cronograma estabelecido. É possível também adiar a primeira tragada do dia. 
Mantenha o cigarro longe
Mantenha o cigarro longe
Parece óbvio, mas não é. De acordo com as especialistas, muitas pessoas fumam no "piloto automático", sem estar de fato com muita vontade. Manter cigarro, isqueiro e cinzeiro a uma boa distância ajuda o fumante a não cair na armadilha.
Aguente firme na hora da fissura
A fissura é a vontade intensa de fumar, que dura cerca de cinco minutos. Nessa hora, tente se distrair com alguma coisa, como conversar com um amigo. Ainda não se sabe exatamente o motivo disso, mas beber água gelada, comer frutas a baixas temperaturas ou até chupar um cubo de gelo ajudam o fumante nessa hora. Muita gente também tem sucesso mantendo as mãos ocupadas por elásticos, canetas ou até cenouras cortadas em palito, imitando o formato do cigarro.
Escove os dentes após as refeições
O gosto da comida na boca em geral faz com que as pessoas tenham vontade de fumar após a refeição. A ordem é, em vez de sair para fumar, ir ao banheiro e escovar os dentes.
Evite bebida alcoólica
O álcool faz com que a nicotina seja eliminada de forma mais rápida pelo organismo, o que estimula o fumante a querer repor rapidamente essa perda. Além disso, beber faz as pessoas naturalmente perderem o controle, o que pode fazer com que tenham uma recaída.
Faça exercícios físicos
Caminhar, fazer alongamentos ou outros exercícios faz com que o fumante perceba a possibilidade de entrar em uma vida mais saudável. À medida que o fumo diminui, você vai perceber melhora do fôlego e sentir prazer em se exercitar, o que reduz a vontade de dar uma tragada.
Cuidado com a dieta
Especialistas dizem que é normal ganhar até 2 kg após deixar de fumar, porque o paladar melhora com o fim do tabagismo. Mas isso não é desculpa para exagerar no prato e ficar exposto a outro problema grave de saúde, a obesidade. Não coma mais do que de costume e evite doces e alimentos gordurosos.
Controle a ansiedade
O cigarro acaba funcionando como uma "muleta" que as pessoas usam para lidar com situações emocionais e afetivas. A tarefa é difícil, mas o ideal é controlar a ansiedade e resolver as dificuldades mais racionalmente – mesmo porque o problema vai continuar ali depois que o cigarro acabar.
Dê um presente para si mesmo
Guarde o dinheiro que você gastaria com os maços de cigarro e compre algo bacana para você ou para alguém querido. O aspecto financeiro é um estímulo para quem quer parar de fumar.
Fonte: Silvia Cury, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e Cristina Cantarino, do Inca



BOA SORTE, ACREDITE, É POSSÍVEL, EU TB PENSAVA QUE NAO SERIA MAS É!!!!

E DEUS NOS MOSTROU CHICO ANYSIO, HOMEM PÚBLICO, ABATIDO PELO CIGARRO, PELO DPOC(ENFISEMA)


AGORA VC DECIDE QUE LUTA PREFERE TRAVAR, SE AGORA, QUE AINDA PODE DAR TEMPO OU TARDE DEMAIS!!

MATÉRIA: FONTE PORTAL R7
O humorista Chico Anysio morreu nesta sexta-feira (23), aos 80 anos, por conta de um enfisema pulmonar, doença que vinha se agravando em seus pulmões desde 2010. 

Chico culpou o tabagismo por sua doença e fez campanha contra o cigarro no fim de sua vida. Apesar de ter apresentado algumas melhoras após as cirurgias que fez, ele teve seu estado complicado por infecçõespulmonar e urinária.

O que é: Também conhecido como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), ela afeta os pulmões, provocando a dilatação excessiva dos alvéolos - causando perda da capacidade respiratória e oxigenação insuficiente. 

Sintomas: O paciente sente cansaço excessivo, falta de ar e tosse. Mesmo em distâncias curtas ou para subir escadas. É uma doença "silenciosa", que não apresenta sintomas com rapidez, podendo levar anos para ser diagnosticada. 

Tabagismo: A maioria dos portadores da doença é fumante, então parar de fumar é o primeiro passo para aliviar os sintomas - que podem e devem ser tratados. Apesar de ser uma doença progressiva, ela é parcialmente reversível, e parar com o cigarro é fundamental. 

Tratamento: Basicamente, remédios podem ajudar o paciente a se sentir bem melhor - entre eles corticoides ou broncodilatadores, administrados por via oral ou inalação. Cirurgias redutoras do volume pulmonar podem ser indicadas em casos mais graves. Nessas intervenções são removidas áreas mais comprometidas de um ou de ambos os pulmões, com o intuito de melhorar a respiração e obter alívio nos sintomas da doença. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Emocionante e Super Útil este belo depoimento de Malga Di Paula, esposa de Chico Anysio!!

Chico Anysio Hoje

por Malga Di Paula, sexta, 16 de Março de 2012 às 01:24 ·
Caro Público, Fãs do Chico e Amigos,

Outra vez passo uma menssagem de forma “coletiva”, pela impossibilidade em responder a todas as perguntas individuais sobre “como está o Chico?”

Mais uma vez grata pelo apoio e consideração e em respeito a todos vocês que o amam e que se preocupam com ele, sinto ser importante responder.

Como falei na mensagem anterior, boletins médicos são passados todos os dias para a imprensa, mas de pedaço em pedaço, as informações se perdem e o público acaba por não receber ou não entender as notícias. Importante considerar também, que cada jornalista acaba por interpretar o boletim de uma forma diferente.

Hoje, dia 15 de março de 2012 faz 105 dias que Chico está internado, exceto por uma noite (em 21 de dezembro), quando tivemos a felicidade de estarmos juntos em nossa casa. Dia 22 de dezembro ele internou no CTI com hemorragia digestiva e na tarde de natal, passarmos juntos com a família no quarto do hospital. Apenas um dia depois, ou seja, no dia 26 de dezembro de 2012 ele voltou para o CTI, onde continua até agora.

Bem, outra vez respondendo,  “Como está o Chico?”

Se vocês lerem a nota que emiti anteriormente, verão que em 2012 ele já passou por uma cirurgia intestinal de extrema urgência, hemodiálise e várias infecções. Desde a última nota em 27 de fevereiro, o quadro infeccioso piorou muito e ele chegou a estar com septicemia. Fomos comunicados pelos médicos que estavam sendo usados os últimos antibióticos do mercado.

Claro que o uso destes poderosos medicamentos e as intervenções de grandes profissionais, foram fundamentais para ajudarem o Chico, mas sonho repetidamente, nas poucas noites que durmo, que ele está deitado numa rede branca, tecida de orações e energias positivas. Nestes sonhos a rede está numa das paradisíacas praias do Ceará, amarrada entre dois coqueiros e a brisa mansa que a balança é nada menos do que a força do amor. Acho que esse sonho repetido é a forma que os anjos encontraram para nos trazerem estes presentes que vem de todos os cantos do mundo.

Ele continua se alimentando através de uma gastrostomia e respirando pela traqueotomia (tubo inserido na garganta). A boa notícia, é que ele está há alguns dias respirando muito melhor e já com a ajuda de um aparelho portátil, o que possibilitaria a saída do CTI. Isso ainda não aconteceu por precaução e cuidados médicos, já que ele ainda está fazendo uso de antibioticos.

Este tubo na garganta ainda impede que ele fale, por isso, nos comunicamos através da leitura labial e isso tem sido muito doloroso pra mim. Quando olho pra ele e sei que consegue fazer mais de 200 vozes diferentes, mas está preso ao silêncio, acho que todos na indústria do cigarro, deveriam ser condenados por genocídio e crimes contra a humanidade.

Chico é uma das vítimas de uma geração desinformada que usava o cigarro por uma questão de charme... Mas com todas as informações e advertências, quem continua fumando hoje, deveria pagar o dobro de impostos e contribuir o dobro com a Previdência Social, porque eu sei através de estudos, são as vítimas dos malefícios do cigarro que gastam grande parte das parcas verbas destinadas à saúde pública.

Descarregada um pouco minha raiva do tabaco, volto para dizer que Chico está melhorando e que nossa volta pra casa está cada dia mais próxima. Temos coisas a fazer juntos ainda e sei que a vida será generosa conosco. Porque? Porque temos fé, muita fé... (Respeitando a crença e religião de todos, quero deixar um registro de agradecimento a São Jorge, meu protetor).

Chico é portador de Enfisema, doença causada pelo uso do cigarro - NÃO FUME